sem nem te conhecer meu amar-te
já é insignificante como o ouvido
dos que pouco falam e nada vêem
assumir imaturidade por nada
costuma errar na primeira
então me dê logo a segunda chance
que ai não tem falha
minha clarividência não prevê tudo
porque o que ela mais gosta
é de improvisar
traço símbolos que me lembram eventos
uns mordem outros assopram
mais todos dizem algo
só o seu me é neutro
carrego frágeis lacunas pesadas
sem parênteses de como preencher
que desmoronam ao empilhar
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Publicada em PoESiArTHuR
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