retomo a alegria de outrora
quando revisito o itinerário
mais do que inevitável
sim e há divergência de valores
mas adequar-me-ei como de costume
ao que mais do que nunca desejo
quando onde só ouço números
penso formas e verso
com a mente inundada por tons
diminutos
não creio que resista a outro golpe
certo do depois que não me surpreende
faz só me lembrar de dores passadas
que já não escorrem
uma lagrima sequer
permaneço calado em sons
mais tagarelando com a caneta
porque o tempo de tudo
nunca anda comigo
e a paciência do muito nunca falta-me
cada rosto é um enigma
que me decifra em claro código
cada olhar é uma dádiva
que ironiza o meu não querer
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