renegam me diariamente
como quem soca
três vezes a madeira
pra livrar-se de mau presságio
e expurgaram minha presença
banindo do algo
o pouco que sou
enquanto duro
só a mim referem
quando em delírio
se corrompem
é certo que sou
tão bom para ser
verdade concreta
minha virtuosidade assusta
até o mais ingênuo
do meu silêncio se alimenta
o maior dos estrondos
o melhor dos espelhos envergonha-se
em não conseguir me reproduzir
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Publicada em PoESiArTHuR
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