queria ser a lágrima
que escorre rasgando
a ultima seda
sem desperdício

me poe entre
continuar o poema
ou aperta-lo

não levantaria
para pegar outra
nem que não tivesse
de correr o risco
de te acordar
ou de chorar
novamente
ao te ver

queria ser o verso da folha
do mesmo poema
o nosso
mas não leria
o final da história
para não perder
o poder de não saber
e muda-la

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