não me apego ao quanto de que há em ti
só suplico por estar no enquanto
e exijo não ser lembrado
porque nunca hei de ser preso
idéias de simplicidade, como haveriam de complicar?
só aguardo raciocínio que da voltas em silêncio
mantendo o concreto bom humor
as vezes questiono motivo que para ti escrevo
talvez nunca leia ou mesmo saiba
que bem ao seu lado arquitetava
os mais loucos [de amor] versos
doidos por encontrar-te em mim
nunca antes que agora
e como se não é
me contenta pelo estar
nem que mais do que distante
sem hesitar lhe insisto
como nunca haveria de cessar
por um meio que escolha caminhar
sem pensar se haveria outra saída
melhor agora no tão perto tão longe
do que em casa a chorar o quase
ou a morrer pelo nunca
será que prefiro não saber
será que prefiro não querer
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Publicada em PoESiArTHuR
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esse poema eu escrevi na apuração das chapas de delegado da ufrj pro 50º congresso da une