não consigo largar o papel
toda vez que guardo o caderno
minha mente é inundada de versos
desalinhados e concisos como devem ser
não me agüento de vontade de algo
que por acaso não sai para perto
nem pensa que sempre esperava
um alguém tão você como poucas
teus traços sem querer organizam o caos
que não cessa nem em sono
que me entorpece em consciência
me faz criar motivos para o inexplicável
e adiar sempre o que já é atraso
como se não houvesse um talvez
de onde tirei tanto pessimismo
o ritmo impõe um compasso apertado
e poucos intervalos cabem em nós
não desperdiçaria uma letra se quer
se não fosse para mesmo no fracasso
crescer muito mais do que o esperado
com certeza me imaginarei
por um lado ou pelo outro
só espero ser pelo menos
fazer-te não precisar de mais nada
mas silencio é tática
e é chegada a hora
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