fração nenhuma contempla
a angústia
lembranças não bastam
nossos pés já são maiores

múltiplos pólos
só existem
pelo equilíbrio
e dos opostos

perfeição desfila na minha frente
me exigindo postura
poema nenhum ameniza meu pulso
sem compasso e latejante

conto as horas para o dia
em que já não mais agüentarei
responsabilizarei o acaso

enquanto a utopia permanecer perdida
quero nunca me orgulhar de estar sozinho

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Arthur SouzaArthur Souza 1185517292|%e %b %Y, %H:%M %Z|agohover

poema em resposta a uma ficha que ainda não caiu…

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