é sempre assim
após o ápice só resta
a infindável descida
ao fundo do poço
mais repleto de luz
pela enferrujada escada espiral
que range a cada passo
como se fosse por acaso
e esse rangido se confunde
com os gritos que chamam
vindo do alto tão escuro
incomodado fecho olho com força
como se fizesse descer mais rápido
por um caminho circular inconcluso
aonde se acha que quer chegar
(na incerteza de não estar)
e os todos os problemas são balões
amarrados a mim
urgindo levar-me ao topo sombrio
só planos a desfazer pesam pra baixo
enfim, se há uma resposta para isso
prefiro perdê-la em tentar me achar
do que perder-me
sem sequer a encontrar

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