durmo
bloco sem pauta vazio ao lado o chão
lápis com ponta mal feita na entreaberta mão
e idéias que se um dia vieram, hoje se vão
quatro e quarenta e seis, acordo
nada esta perdido
restam ainda algumas gramas
ponho uma lanterna no teto da enfumaçada barraca e aperto
minha cabeça se espreme ate que algo escorre para o papel
tomo o bloco e o lápis, anoto minhas impressões
mesmo na certeza de nunca usa-las
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poema escrito no erel da UFOP (mariana)