digo-te que o que mais considera
muito em breve já não lhe serve
como chupeta, carrinho ou boneca
atentai para o atemporal
o sutíl que permeia entre os versos
nunca será escrito ou falado
precede toda memória
não é bem assim
como se houvesse um tem de ser
abstenho-me a vontade
ainda peço declaração
defendo tese e antítese
provo quanto são iguais
concilio o maior dos antagonismos
sem pressa nem medo
só a imaginação é real
o tangível se desmonta
cedo ou tarde
mas o que se pensa
sempre é o que se pensa
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Publicada em PoESiArTHuR
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