desencontro apurado
se reflete em comprimento mudo
nada se iguala ao choque
entre ansiedade e paciência
o que me prende ao mundo
quando êxito em destacar-te
será que não me basta
teu encanto sem tamanho
que não cabe nem em forma
nem em gesto
como que se algo que nos fugisse
importasse
quero perder o medo
de achar que não vale a pena
mas se nunca houve certeza incontestável
seria uma primeira vez?
prefiro esse paradoxo vivo
de dialética questionada
do que o aceitar dogmático
do pensar sem sentir
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Publicada em PoESiArTHuR
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esse poema foi escrito na ocupação da reitoria da USP