como que todos tem um algo
que me falta a todo tempo
e como que isso me escapa
sem nenhum consentimento
só o verso que abafa o gosto doce
tão doce que enjoa profundamente
faz me nunca ter vontade do que for
mas me acorda mais do que banho frio
me desperta mais do que um grande amor
pelo que não me preparo
pois entendo que a virtude
está no improviso premeditado
insuscetível a falha
ou ao juízo de falha
queria libertar-me da própria prisão
das regras que mesmo ponho
sabendo nunca querer cumprir
e não abstendo de condenar-me
primeira é como ultima
nunca houve diferença
só sobre os olhos
que refletem cada hora um jeito
cada cor em um tom
ao que acaba não vejo
como espera sem som
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Publicada em PoESiArTHuR
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