aquele torpor que me nutre e sustenta
já não mais me cala nem ao menos tenta,
se esforça talvez mas enfim não agüenta
recolhe-se ao léu, e de forma bem lenta.
louco é o que esbanja desta castidade
não tarda por ver sua vida vazia
se esquece dos que lhe forjaram a verdade
verdade que não saberás outro dia
percebe que a insana palavra sombria,
preso as próprias normas sem mesmo lembrar
as tramas que um dia ousava reinar
em terras de quem tinha olhos não via
portanto
quando pensar em trazer suas pragas aos ares
de uma vez ou em partes
sem pensar em seus pares
só em si e mais ninguém
esconda-se do próprio erro
tornando-o segredo
pelo desespero
de olhar ao espelho
e se ver por traz
sem mais
incapaz
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Publicada em PoESiArTHuR
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