aguçaram-me o bom senso
tanto que já
recluso
me exilo
quando substituem pela máquina
o trabalho não mecânico
perde valor se um dia teve
e de inédito só o desprezo
que novamente sem dó
faz o cerco
me aguarda dormir para atacar
fulminante
aniquilando todo vestígio
que ergui repleto de boa vontade
ponho a mascara da boa vizinhança
para esconder do espelho minha face de morte

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